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Módulo 7 de 9

Exemplos Práticos

Cinco casos comuns em exames nutrigenéticos, explicados em linguagem simples — com os cuidados que cada um exige.

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☕ Cafeína — gene CYP1A2

A cafeína é metabolizada principalmente no fígado. Algumas variações no gene CYP1A2 podem estar associadas a diferenças na velocidade com que ela é processada.

Algumas pessoas parecem "limpar" a cafeína mais rápido; outras podem sentir os efeitos por mais tempo — sono, ansiedade, palpitação, tolerância ao café.

Mas atenção

A resposta à cafeína também depende de dose, horário, qualidade do sono, estresse, medicamentos e sensibilidade individual — não só do gene.

🥛 Lactose — gene LCT

Para digerir a lactose, o corpo precisa da enzima lactase. Algumas pessoas continuam produzindo-a bem na vida adulta; outras reduzem essa produção. Variações próximas ao gene LCT estão associadas a essa persistência.

Mas atenção

Nem todo desconforto com leite é intolerância à lactose — pode envolver alergia à proteína do leite, síndrome do intestino irritável ou alterações na microbiota.

🥬 Folato — gene MTHFR

O gene MTHFR participa de uma etapa do metabolismo do folato, vitamina do complexo B importante para metilação. A variante rs1801133 é uma das mais estudadas.

Mas atenção

Uma variação não significa deficiência automática, nem que toda pessoa precisa suplementar. A decisão depende de alimentação, exames (homocisteína, B12), histórico clínico e orientação profissional.

☀️ Vitamina D — genes VDR, GC, CYP2R1

Variantes nesses genes podem ajudar a entender diferenças individuais no transporte, ativação ou resposta à vitamina D.

Mas atenção

O exame genético não substitui o exame de sangue. Níveis reais de vitamina D dependem de exposição solar, alimentação, saúde intestinal, hepática e renal.

🩸 Gorduras e colesterol — APOE, APOA2, LPL, FADS1/2

Algumas pessoas têm maior tendência a alterações no colesterol ou triglicerídeos, o que pode envolver alimentação, peso, atividade física, sono e genética.

Mas atenção

Um gene isolado não explica todo o colesterol. A interpretação deve considerar perfil lipídico em exames, histórico familiar e hábitos de vida.

Seu gene pode dar uma pista.
Seu corpo — e seus exames — mostram a resposta.