☕ Cafeína — gene CYP1A2
A cafeína é metabolizada principalmente no fígado. Algumas variações no gene CYP1A2 podem estar associadas a diferenças na velocidade com que ela é processada.
Algumas pessoas parecem "limpar" a cafeína mais rápido; outras podem sentir os efeitos por mais tempo — sono, ansiedade, palpitação, tolerância ao café.
Mas atenção
A resposta à cafeína também depende de dose, horário, qualidade do sono, estresse, medicamentos e sensibilidade individual — não só do gene.
🥛 Lactose — gene LCT
Para digerir a lactose, o corpo precisa da enzima lactase. Algumas pessoas continuam produzindo-a bem na vida adulta; outras reduzem essa produção. Variações próximas ao gene LCT estão associadas a essa persistência.
Mas atenção
Nem todo desconforto com leite é intolerância à lactose — pode envolver alergia à proteína do leite, síndrome do intestino irritável ou alterações na microbiota.
🥬 Folato — gene MTHFR
O gene MTHFR participa de uma etapa do metabolismo do folato, vitamina do complexo B importante para metilação. A variante rs1801133 é uma das mais estudadas.
Mas atenção
Uma variação não significa deficiência automática, nem que toda pessoa precisa suplementar. A decisão depende de alimentação, exames (homocisteína, B12), histórico clínico e orientação profissional.
☀️ Vitamina D — genes VDR, GC, CYP2R1
Variantes nesses genes podem ajudar a entender diferenças individuais no transporte, ativação ou resposta à vitamina D.
Mas atenção
O exame genético não substitui o exame de sangue. Níveis reais de vitamina D dependem de exposição solar, alimentação, saúde intestinal, hepática e renal.
🩸 Gorduras e colesterol — APOE, APOA2, LPL, FADS1/2
Algumas pessoas têm maior tendência a alterações no colesterol ou triglicerídeos, o que pode envolver alimentação, peso, atividade física, sono e genética.
Mas atenção
Um gene isolado não explica todo o colesterol. A interpretação deve considerar perfil lipídico em exames, histórico familiar e hábitos de vida.
Seu corpo — e seus exames — mostram a resposta.